Quem nunca escutou falar do famoso BOTOX®? “Ah! É aquele que as famosas estão usando para tirar as ruginhas do rosto…” O BOTOX® vai mais além dessa utilização e tem melhor utilização do que o estético: o tratamento convencional para pacientes neurológicos.
Vamos começar pelo começo!
Explicação Científica
A toxina botulínica do tipo A é a substância usada para os mais diversos tratamentos conhecidos atualmente e essa substância só é conseguida através de um tratamento laboratorial, ou seja, não é a mesma toxina botulínica que você encontra na lata amassada/estufada ou nos potes de palmito estragados. Tome cuidado com isso porque, por mais que pareça engraçado, houve já casos de pessoas tentarem usar essa toxina da lata para usar em si próprias e que tiveram óbito em horas.
A ação da toxina botulínica é feita diretamente na sinapse da contração muscular, ou seja, ela bloqueia a fibra nervosa motora, substituindo o neurotransmissor AcetilCoA (Acetilcolina) na fenda sináptica.
Não deu para entender? Então eu tentarei explicar de forma mais simples.
A toxina botulínica entra na corrente nervosa, entre os neurônicos que levam a infomação de fazer a contração do músculo, a toxina irá substituir a substância que traria a informação (Acetil CoA) e esta não chega no músculo, fazendo com que haja o relaxamento total do local aplicado.
História
Nos anos 80 e início dos 90 o tratamento efetivo com a toxina botulínica em humanos foi feito para pessoas com estrabismo e logo em seguida em tratamentos de espasmo (ver em espasticidade) das pálpebras e distonias (estado anormal de tensão de uma musculatura ou órgão, principalmente musculatura esquelética).
Seu uso na área estética veio logo após dos anos 90 e ano 2000, após os médicos perceberem que ele também tinha efeito sobre as linhas de expressão, amenizando as marcas na face sem necessidade de cirurgia plástica.
Seu uso também é voltado para tratamento neurológico, principalmente em pacientes que possuem ESPASTICIDADE (aumento da tensão do músculo fraco, com o aumento inicial da resistência ao estiramento passivo, segiudo de relaxamento brusco) confirmada pelo médico ou fisioterapeuta após um tempo de 6 meses a 1 ano de lesão cortical ou medular.
O famoso BOTOX® é na verdade o nome da toxina botulínica tipo A da empresa ALLERGAN® que acabou adaptando-se como referência, porém existe outras empresas que fabricam e comercializam a toxina botulínica para tratamento convencial médico/fisioterapeutico e estético.
Tratamento Estético
O BOTOX® estético possui uma quantidade muito pequena para ser aplicado nos músculos superficiais do rosto, principalmente nas rugas frontais (testa), glabelares (entre as sobrancelhas), periorbitais (pé de galinha) e perilabial (ao redor dos lábios).
Quando se for aplicar o BOTOX® não deve ter aplicado nenhuma maquiagem ou cosmético no local e não deve ter feito ingestão ou aplicação de medicamento.
Sua aplicação é feita com micro-agulhas e antes da sua aplicação é feita uma assepsia (esterelização da pele) e anestesia com uma pomada. Para saber os locais onde será aplicado são feito pontos com tinta e alguns pontos podem estar simétricos ou assimétricos, depende da tensão normal da musculatura do rosto (sim, dependendo de como você usa o músculo pode ter um lado mais tenso do que o outro – diferenciado por lado direito e esquerdo).
Tratamento Fisioterapeutico
O BOTOX® é muito utilizado para tratamento de espasticidade nos músculos esqueléticos em pacientes neurológicos e também com patologias como: espasmos distônicos, distonia cervical, distonia faríngea, distonia oromandibular, cãimbra, blefaroespasmo, espasmo palpebral, bruxismo, cefaléia, torcicolo, gagueira, tiques, lesões esportivas, síndrome miofacial, tremor, etc.
O método de aplicação é idêntico ao do tratamento estético, porém sem a pomada anestésica e com quantidade de medicamento maior que o tratamento estético.
Sua utilização é benéfica para o tratamento fisioterapeutico para obter melhores resultados, como aumento da amplitude de movimento (ADM = angulação que a articulação pode fazer em relação a musculatura presente local), diminuição da dor (pois a espasticidade trás uma contração exagerada por um tempo indeterminado) e do espasmo, melhora da função da musculatura acometida, promover controle seletivo (controle motor para selecionar a musculatura que deseja para realizar um movimento funcional, como por exemplo, fechar a mão para pegar um objeto), alongamento e fortalecimento (alongamento para que não haja retração ou encurtamento muscular e fortalecimento para que venca a ação reflexa da contração e possa usar o músculo para atividades diárias).
Precauções
No dia em que for fazer a aplicação deve-se tomar algumas medidas de segurança:
Nesse dia você não pode usar nenhum produto no local;
Não pode ser feito massagens faciais;
Evitar esforço físico para não forçar a utilização da musculatura e não ter o suor como um fator de infecção dos locais onde a agulha teve contato;
Não deitar por aproximadamento 5 horas.
E não se esqueçam que esse tipo de aplicação deve ser feito com um médico especializado, pois ele é o único autorizado a manipular medicamento.
Duração
Há um tempo para que a toxina botulínica faça efeito e para que esse efeito desapareça e isso pode modificar dependendo de cada organismo.
No tratamento estético o tempo de espera para fazer efeito é de 3 a 4 dias e tem um tempo aproximado de 6 a 8 meses para que desapareça.
No tratamento fisioterapeutico tem um tempo de aproximadamente 10 dias para fazer efeito e de 3 a 6 meses para que desapareça.
O tempo menor no tratamento fisioterapeutico é devido a utilização da musculatura após a aplicação, durante as sessões de fisioterapia, onde o paciente irá fazer exercícios passivos e ativo-assistido (o paciente executa os exercícios com ajuda do fisiterapeuta).
Contra-Indicação
Não há exatamente uma contra-indicação, porém é necessário que a pessoa seja prudente quanto a sua utilização.
Deve-se ter um período de descanso de aproximadamente 6 meses a 1 ano no tratamento estético e de 1 a 2 anos no tratamento fisioterapeutico.
O período de descanso é devido ao tempo que se demora para metabilizar o produto no corpo e por isso é pedido um tempo aproximado de descanso.
Dica Legal
Se você é nova ou não quer usar o BOTOX® há uma maneira menos agressiva e super eficiente que trás o mesmo resultado que o BOTOX®, porém dura por menos tempo. É o que chamamos de Massagem Reposicionadora, ela é na verdade uma mobilização da musculatura da face que acaba por relaxar os músculos e dando um efeito idêntico ao do BOTOX®! Procure uma fisioterapeuta especializada em dermato-funcional que ela saberá o que deve ser feito. Não recomendo uma esteticista, pois ela não teve um estudo mais profundo em relação aos músculos e aos efeitos da massagem, por isso gosto de enfatizar a procura de uma fisioterapeuta.
Gostaram do post? Espero que sim, porque mais para frente farei posts relacionados a fisioterapia, desde doenças comuns no dia a dia que são tratados na fisio e até curiosidades relacionados ao nosso corpo!

Antes de mais nada, eu AMEI encontrar blogueiras que admiro por demais (Nana e Angel) e rever as blogueiras do encontro anterior! Foi ótimo e foi uma conversação louca! =D
E esse encontro teve de tudo, desde uma pequena confusão do amigo secreto (que eu tinha tirado a Min, mas como ela não pôde ir, eu tive que explicar para a amiga secreta dela, a Cris o que houve…), o video-apresentação que a Lia organizou até o cara gritando do carro que queria participar do picnic, fora o grupo de garotos que acabaram ficando com os salgados que sobraram e disse que iríamos para o céu!!! =D (Isso é bom, fizemos nossa boa ação do fim de semana! XD)
Achava que viria poucas meninas, mas acabou que foram chegando tantas que eu quase me perdi na história, mas graças a Titia Lia com as suas idéias que salvou a todas para saber quem era quem! =3
Me diverti muito, joguei papo fora com as meninas, paguei mico no video-apresentação e mimei muito a fofa da Isa (filha fofa da Luh) que acabou sujando toda a roupinha branca dela. ^^U
Tô agora esperando pelo próximo… Alguém falou em Festa Junina? Karaokê? =D Eu tô dentro! >w< Só não me peçam para vir a carater porque eu não teria como arranjar uma roupinha meio cowgirl e se for música japa para cantar eu vou sair rouca!!! XD

Na ordem da fotinho, da esquerda para a direita: Paula, Lia, Ana Carol, Mari Frioli, Lusinha, Angel, Luh, Selune, Carol Chang, Fernanda, Pearl, Cris Marques, Bruna Rieper, Mari Trigo, Fê Prevedello, Má Santander, Li, Nana abraçando ISA (Filha fofa da Luh), Thaís, EU, Prix e Ana Pace. (Fotinho roubada da Ana Carol =3)
Ah! Eu dei o presentinho da Angel, o gloss Elf pumpling, só falta eu saber dela se ela gostou dele, fora que agora ela quer me morder! o.o Será que sou saborosa como Marshmallow? =D E a Nana foi caridosa comigo e acabou pedindo coisinha da Natura comigo! Obrigada Nana! Os produtos devem chegar em maio mesmo, viu? ^.~

Muitas pessoas fazem essa pergunta para nós, fisioterapeutas, o por quê de terem que fazer, sendo que não há possibilidades de, por exemplo, voltar a andar. A resposta é mais do que simples mais difícil de acreditar: Se há alguma possibilidade de se dar dignidade e respeito a esse paciente para poder iniciar uma nova vida, farei o que for necessário e dentro da minha capacidade para fazer dele uma pessoa melhor para enfrentar as dificuldades de locomoção.
Há situações onde o paciente acaba não podendo mais andar e ele, ou o familiar próximo, continua a nos perguntar quando voltará a andar (chamado de fase de negação, onde a família e o paciente não se conformam da real situação em que se encontra). Eu sei que há avanços na medicina, que as células-tronco está sendo estudada para poder ajudar esse tipo de paciente, porém dentro do que eu, como fisioterapeuta, tenho para oferecer é pouco dentro do que aprendi e estou aprendendo.
Então por quê ele tem que vir regradamente para a fisioterapia se ele não voltará a andar? Eu sei que é difícil de entender, mas não é só o fato dele não poder mais andar que faz com que ele seja totalmente independente da ajuda das pessoas a sua volta. Pacientes de AVE (Acidente Vascular Encefálico), TCE (Traumatismo Crânio-Encefálico), TRM (Trauma Raquimedular), PC (Paralisia Cerebral) entre outras tantas (desculpa, mas foram os que consegui lembrar) são pacientes que podem ter dificuldades de andar, falar, comer e de fazer atividades como o simples fato de ficar sentado sem encosto ou abrir a porta do próprio quarto e o paciente e a família esquecem desses detalhes e se fixam em outros como o andar e ficar de pé.
O trabalho de fisioterapia não se fixa somente em fazer o paciente a voltar a andar (estou me fixando nisso porque é a principal reclamação do paciente e dos familiares) mas em casos de não ter um bom prognóstico (antecipação de melhora do paciente) ensinamos ao paciente a fazer transferência da cadeira de rodas para a cama e vice-versa, andar com a cadeira de rodas (sim, tem paciente que possuem força para girar as rodas mas por ser mimado pela família acha que não consegue ou que não vai conseguir e desiste), treino de AVD’s (atividades da vida diária, como apertar interruptor, girar maçaneta, pegar objetos grandes como copos e menores como caneta, por exemplo), diferenciação de textura (em grande parte dos casos há uma alteração de sensibilidade nos membros acometidos) entre outros tratamentos para outras dificuldades.
Espero que esse post ajude a entender um pouco o por quê do tratamento fisioterapêutico ser tão longo e trabalhoso e que não fazemos isso para tirar vantagem da família ou do paciente (tudo bem que há más pessoas que fazem isso, mas grande parte das vezes não é por esse motivo).
Sei que muitas pessoas estranharão muito este post, mas eu tenho que esclarecer muitas dúvidas e afirmações equivocadas que ocorrem/ocorreram durante o meu tempo de estágio ano passado e vendo as histórias de minhas professoras atualmente.
Espero que ele ajude e em caso de dúvidas, posso respondê-las mais a frente.
